"Chuta forte, mete a pêia, dá-lhe, Leão!", "Somos o terror!". Com gritos assim, eles tentavam acertar seu alvo, e, quando este caiu no pé, chutavam cada vez mais forte. A vibração era tanta, que, quanto mais se batia, mais forte vinha o chute. Havia toda uma organização coletiva para isso. Falando assim, até parece que estou falando de um jogo de futebol, e, de fato, era pra ser. Era num estádio de futebol no interior do Ceará, onde o Fortaleza enfrentava o Boa Viagem pela primeira partida da semi-final do segundo turno do campeonato cearense. Mas isso que se chutava não era uma bola: era uma cabeça de um ser humano, torcedor do Boa Viagem, que resolveu "provocar" uma torcida orgnizada e teve seu corpo completamente espancado por uma série de idiotas. Naquele momento, o jogo estava zero a zero e não mais prestei atenção nele, vendo, tenso, os gols de meu time, que, aliás, venceu, sem brilho, por 3 a 0. Mas e daí? A vida é maior e, infelizmente, há muitas pessoas estúpidas no meio dessas instituições. Apenas lamento este absurdo.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O jogo do absurdo
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