quarta-feira, 29 de julho de 2009

Previsível

O Leão, ontem, fez o previsível. Defendeu-se muito bem no primeiro tempo quase todo e, na primeira bobeada da zaga (Amarildo levou um drible desconsertante de Alex Terra), deixou o Vasco, que tem um elenco limitado para a tradição da equipe cruzmaltina, sair na frente. Uma defesa bem postada, sim, mas que esbarra num fator decisivo: a qualidade individual. Sei que o presidente afirmou que chegou no limite financeiro e que não vai mais contratar ninguém, mas a manter esse elenco a perspectiva será a reprise de ontem: time bem organizado, bem postado, mas que, nos momentos em que lhe foi exigido talento, tropeçou. Ou se trocam as peças, ou vai ser sempre assim, até o fim.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Parada indigesta

É verdade que o Vasco não está no G-4 e que perdeu para o Bahia, sábado, e, portanto, não é nem de longe o time que a tradição cruzmaltina exigiria que fosse. Porém, é também verdade que nosso time está muito fraco e se mostra cada vez mais medroso a cada apresentação que faz fora de casa. Gostaria muito de escrever aqui que espero uma vitória nossa amanhã, mas isso seria absolutamente mentiroso, pois não vejo boas perspectivas para o jogo contra o Vasco, adversário sempre muito difícil. No Rio, não me lembro de vitória nossa. Em Fortaleza, a única foi em 2005, naquela memorável campanha, com Lúcio e Rinaldo voando baixo e acabando com a defesa adversária. Para recordar...


Rota de colisão

Responda rápido: qual o maior patrimônio de um clube cearense? Sem muito esforço, você deverá chegar à óbvia resposta de serem suas torcidas. Pois a diretoria tricolor parece pensar exatamente o oposto disso, uma vez que suas últimas atitudes demonstram o quanto parece querer a grande torcida tricolor longe do clube e do time. Acesso aos portões, somente para quem for sócio-torcedor em dia. Além disso, jogos do tricolor, só para quem tiver a disponibilidade de se deslocar até Horizonte, ou Sobral. É verdade que na zona Norte o Leão já jogou algumas vezes essa década, mas em todas foi por obrigação, contando com apoio do torcedor. A torcida é a maior riqueza do time e não pode ser desprezada com vem sendo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Apatia ou parcimônia?


Estranho o comportamento da diretoria do tricolor, durante essa semana. Após a vergonhosa derrota para o fraco time do Bragantino, a diretoria se limitou a lançar uma nota no site oficial, mas não sinalizou com qualquer possibilidade de mudança que possa vir a qualificar de fato a equipe. Mesmo o sempre falante Renan Vieira não se manifestou na imprensa nesse sentido, a não ser para criticar a torcida tricolor, que anda ausente dos estádios. É bom lembrar, porém, que há pouco mais de dois meses, quando o time parecia que engrenaria, a torcida foi enorme maioria no CasteLEÃO, bem como proporcionou bela renda contra o Flamengo. Trata-se de um ciclo vicioso: o time não ganha, a torcida não vai, o clube fica sem verba para contratações, a equipe não se qualifica, o time continua sem ganhar, e a torcida se afasta cada vez mais. Será que, assim como aparenta ter feito a torcida, a diretoria também já jogou a toalha? Isso é parcimônia, ou apatia, mesmo? Com a palavra, a diretoria do meu querido Rei Leão do Brasil.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Preocupante

JustificarHoje, vi Fortaleza e Bragantino, pelo brasileiro da série B. E devo confessar: fiquei muito preocupado com o que vi. Afinal, o que ficou claro para mim, é que não se trata de vontade (isso, penso, houve muito), pois o time se esforçou ao máximo contra um adversário extremamente limitado. Daí, a preocupação. Se fosse um problema de vontade, tudo se resolveria, afinal, uma dose de "motivação" faria o grupo "produzir o que sabe". Todavia, como se não se trata disso, chega-se a um limite bem mais difícil de ser ultrapassado, ou seja, o limite técnico, o que significa que se deveria trocar boa parte do time para que se chegue a um melhor lugar. Além disso, Giba, em entrevista pra lá de infeliz, mostrou-se perdido e desesperado, culpando a imprensa por parte de seu fracasso. A crise, sem dúvida, se instalou no Pici e o que o futuro nos apresenta é uma perspectiva cada vez pior. Uma pena.